Johanesburgo
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Johanesburgo, a maior cidade do país, no século 19, chamada de capital de ouro do mundo, ainda é conhecida na África do Sul como a Cidade do Ouro. Ela é o pilar financeiro do país. Está localizada na Província de Gauteng.
A cidade só teve suas características mudadas com a chegada de um garimpeiro australiano, que iniciou a exploração de uma riqueza mineral encontrada em seu subsolo, o ouro. Assim de um pequeno assentamento africâner tornou-se a principal cidade do país já na primeira metade do século 20.
Durante os anos do Apartheid, Johanesburgo foi um importante ponto político - o bairro de Soweto, situado na zona sudoeste foi um grande instrumento na luta pela libertação da África do Sul. Em 1995 militantes que eram contra o apartheid se encontraram para assinar a carta de Soweto, que pregava a igualdade para todos e que mais tarde se tornaria o esboço para a atual Constituição da África do Sul. Desse bairro saíram Nelson Mandela, Desmond Tutu e milhares de estudantes e jovens desempregados que derrubariam o Apartheid.
Entre, 1956 e 1961, a cidade sediou o Julgamento de Rivônia, que levou à acusação e à prisão de Nelson Mandela e muitos outros. Em 1994, o mesmo acusado seria então empossado como presidente da África do Sul. Próximo ao bairro está localizado o Museu do Apartheid, que fica entre Soweto e a área central de Johanesburgo. O Museus não economiza em recursos visuais para mostrar como era a vida dos negros sob o regime segregacionista. Na entrada, por exemplo, o visitante é classificado de acordo com a tonalidade da pele, como era feito com os negros e mestiços sul-africanos durante o regime do Apartheid.
Atualmente, a cidade de Johanesburgo vive uma grande transformação. Bairros cheios de shoppings sofisticados e restaurantes caros, onde negros e brancos são vistos em igual quantidade. Desde o fim do Apartheid, uma boa parte da população negra ascendeu socialmente.
Os complexos de lojas de Sandton City e Nelson Mandela Square são labirintos de extensos corredores repletos de lojas de departamentos e de grife, livrarias e cafés. Na hora do almoço ou no fim do expediente, engravatados descem dos escritórios das redondezas, ou saem da Bolsa de Valores para passear por suas lojas. O lugar ainda é frequentado pela maioria branca, mas os negros estão cada vez mais presentes.
Fontes de Pesquisa:
- Caminhos do Turismo - Acesso em 28/04/2010
- Copa do Mundo - UOL - Acesso em 28/04/2010
- Embaixada da África do Sul - Acesso em 16/11/2018
- Viaje Aqui - Acesso em 07/05/2010